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Polícia

22/06/2017 ás 08h15

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ALISSON SOARES

Santo Inácio / PI

Comparada à Lava Jato, Operação Pastor deve prender mais políticos no Piauí e em Brasília
A Polícia Federal deve continuar a Operação Pastor durante a semana no Piauí e no Distrito Federal.
Comparada à Lava Jato, Operação Pastor deve prender mais políticos no Piauí e em Brasília
Fotos: Wilson Nanaia

A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar outros contratos ilícitos das construtoras Jenipapo, Rubem e outra empresa que não teve o nome revelado por conta do andamento das investigações. O Controladoria Geral da União estima que cerca de R$ 5 milhões de dinheiro público foram desviados pelo grupo.



Fotos: Wilson Nanaia


O dinheiro seria de convênios com Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que seriam para construções de creches, obras de vias públicas e para o abastecimento de água no município de Dom Inocêncio.





O grupo expandia ações ilícitas para outros estados

O delegado responsável pelas investigações Albert Moura, disse que o grupo estava em processo de expansão para o estado do Pernambuco (PE), Bahia (BA), Disttito Federal (DF) e estados da região Sudeste.


No Distrito Federal, há uma pessoa envolvida, que está sendo investigada e deve ser conduzida para prestar esclarecimentos nos próximos dias. O papel dessa pessoa era articular diretamente com a FUNASA, e ela tinha relação direta como os gestores do município e com secretários de Dom Inocêncio e São Raimundo Nonato. O delegado não quis revelar a identidade desta pessoa, mas afirmou que se trata de um agente público.


Ao todo, a PF cumpriu oito mandados judiciais, sendo duas prisões preventivas e seis temporárias. Dentre essas prisões temporárias, está um secretário de administração e outro de finanças. Eles eram responsáveis por atestar falsamente a execução das obras.


O ex-prefeito de Dom Inocêncio e o empresário estão presos Parte dos presos em Teresina. Os outros seis estão em São Raimundo Nonato, e aguardam a transferência para a capital.


 Patrício da Fonseca
Patrício da Fonseca


O procurador da República Patrício da Fonseca vai pedir a abertura de novos inquéritos para prosseguir com a operação. O procurador comparou a Operação Pastor com a Lava Jato e acredita o valor desviado seja superior a estimativa do TCE.


A Polícia Federal dará continuidade a Operação Pastor durante a semana.

FONTE: Portal AZ

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